fbpx

2020: O ano da transformação digital para o planejamento e fechamento financeiro

A democratização da tecnologia
A democratização da tecnologia
4 de dezembro de 2019
Tecnologia é parte central dos negócios
No Brasil, empresas consideram que tecnologia é parte central da evolução dos negócios, diz estudo
19 de dezembro de 2019

2020: O ano da transformação digital para o planejamento e fechamento financeiro

2020: O ano da transformação digital para o planejamento e fechamento financeiro

2020: O ano da transformação digital para o planejamento e fechamento financeiro

Por Lizandra F. Souza*

O ano de 2020 será o ano da transformação digital para os departamentos financeiros. A procura por soluções de automação dos processos de planejamento e fechamento financeiro cresce ao passo que a inovação tecnológica se torna cada vez mais acessível e atrativa às empresas. Os ganhos com a implementação destas soluções são facilmente demonstrados já nos primeiros meses e o retorno sobre o investimento é muito rápido. Segundo estudo da Associação de Contadores e Profissionais Financeiros(IMA na sigla em inglês), a automação agiliza o tempo de processamento em até 40%, eliminando os erros operacionais.

Neste contexto, integrar novas tecnologias aos processos ultrapassados, manuais e de alto custo deixa de ser um diferencial e passa a se tornar uma necessidade, principalmente para atender às demandas de governança e compliance.

O fechamento financeiro – tesouraria, contábil e fiscal – transparente, rápido e eficaz promove a valorização dos ativos financeiros da empresa e maior grau de confiabilidade entre os fornecedores, clientes e investidores. Ele possibilita o crescimento contínuo das empresas, de forma que atendam aos mais exigentes requisitos e normas internacionais no combate à fraude e à corrupção, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), prevista para entrar em vigor no Brasil em 2020, a GDPR (General Data Protection Regulation), instituída pela União Europeia em 2018, ou a SOX (Sarbanes-Oxley), para as empresas de capital aberto estrangeiro.

Segundo um levantamento recente da EY, “conciliações manuais são capazes de aumentar em até 59% os custos de um departamento financeiro. Por sua vez, ao adotar uma plataforma, a redução de custos dos processos de uma empresa gira em torno de 70% a 80%.”

Veja também: O que é contabilidade estratégica e quais são os seus benefícios

Contudo, apesar dos enormes benefícios da automação financeira, o estudo da IMA aponta que cerca de 67% dos departamentos financeiros são altamente dependentes de planilhas, o que representa um enorme risco de fraudes e imprecisões. Automatizar os processos é o caminho para eliminar riscos e contribuir com departamentos financeiros saudáveis e mais produtivos.

E o que impede as empresas de darem esse passo adiante? Uma das respostas é a crença fictícia de que a automação “substitua” o material humano. Com esse argumento, algumas empresas acabam relutando em empregar a tecnologia. Mas a realidade é justamente oposta! E é o que venho demonstrando dia a após dia em reuniões com grandes players.

Durante este ano, pude perceber um enorme movimento entre os gestores de grandes empresas em busca de novas soluções para automação dos processos, visando obter os melhores e mais fiéis resultados. Com as ferramentas adequadas a cada cenário, é possível reduzir custos com material (papel, por exemplo), horas extras e tarefas repetitivas. Além disso, há, naturalmente, um melhor aproveitamento dos colaboradores, que passam a utilizar melhor sua expertise na análise de dados, extinguem-se planilhas “vivas” onde os dados são comumente perdidos e estruturam-se os arquivos dos dados, que ficam alocados em nuvens seguras, permitindo o acesso pela auditoria. As contas contábeis, por sua vez, ficam sujeitas à aprovação e revisão antes que sejam certificadas, garantindo que os resultados obtidos expressem os números obtidos no balanço com exatidão.

Desta forma, é possível diminuir o prazo do fechamento, analisar os dados em tempo real, acompanhar o status e realizar a gestão do processo de fechamento para torná-lo mais eficaz, tomar decisões baseadas em números reais e poder crescer a operação, contratando mais colaboradores.

É bem verdade que toda essa inovação depende de uma nova postura de trabalho e de profissionais mais dedicados, atualizados e qualificados para lidar com os dados que chegam com maior velocidade.

Um artigo publicado pela Delloite defende que “as habilidades necessárias serão diferentes das que são solicitadas hoje. Existe a expectativa, por exemplo, de uma maior atuação em áreas com demanda de resolução de conflitos ou controvérsias, conforme as transações ocorrerem. Para além dos conhecimentos tecnológicos, será igualmente relevante que o profissional saiba combinar essas inovações com habilidades essencialmente humanas e necessárias para qualquer relacionamento, tais como empatia, criatividade, ética e emoção.” Não se trata mais de uma tendência. Investir em tecnologias para o fechamento financeiro é uma questão de sobrevivência. Adaptar-se é preciso!

*Lizandra F. Souza é especialista em consultoria, auditoria tributária e automação da eResult

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *